Consumidor ou consumista? A diferença que faz a diferença

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Consumidor ou consumista? A diferença que faz a diferença

(Foto: Unsplash)

Por: Renata Namo

A água está em tudo. Do grão do café ao smartphone; da calça jeans aos automóveis; do arroz com feijão às naves espaciais. Tudo o que existe, enfim, utiliza água na sua produção. Durante séculos a gente viveu sem nunca pensar a esse respeito afinal, tínhamos tantos outros assuntos para nos preocupar. E, provavelmente, esse foi o erro primordial: não dar atenção para o elemento essencial da existência que é o H2O – e junto dele o oxigênio, é claro. Mas isso é assunto para outra pauta.

Água é o tema da hora. E estamos atrasados. Os níveis de escassez e a má qualidade da água disponível para grande parte da população do planeta, atingem índices assustadores e os cientistas, ambientalistas, economistas e pensadores em geral da atualidade estão clamando a nossa atenção. Diversos estudos estão em andamento e projetos são cada dia mais difundidos. Um deles que chama a atenção pela força da simplicidade e do didatismo com que expõem a questão é a Water Footprint ou Pegada Hídrica.

Essa iniciativa vem iluminar o quanto de água é gasto em cada uma das nossas atividades e, principalmente, naquilo que consumimos. E essa é a segunda palavra-chave dessa conversa: consumo. Ou, mais precisamente: consumismo. Que é o lado deturpado do hábito de consumir. O sociólogo polonês Zygmunt Bauman, expões esse comportamento do homem moderno de forma precisa: “Não se pode escapar do consumo. O consumo
passou a fazer parte do nosso metabolismo. O problema não é consumir, é o desejo insaciável de continuar consumindo.”

As dimensões do aumento do consumo são assustadoras. E os dados a esse respeito são infinitos. Vamos olhar para um deles: Em 2007 as pesquisas indicavam que o brasileiro trocava de celular em média a cada dois anos, hoje troca a cada 1,3 ano. O marketing das grandes corporações induz para a “renovação” e nós, os consumidores, caímos na rede feito peixes esfomeados.

A diferença entre o remédio e o veneno é a dose. Ou seja, não dá para não comprar, mas dá para comprar com consciência. Esse é o mantra que deve entrar nas nossas mentes e ser implementado em todas as atitudes do dia a dia.

E, para essa missão, quem pode nos ajudar são iniciativas como a Pegada Hídrica que propõe deixa clara a quantidade de água que se oculta por trás de todas as fases de produção de cada objeto que consumimos.

Dessa forma, nunca mais olharemos um par de sapatos na vitrine com a mais pura cobiça. Agora, um tantinho de consciência começa a fazer parte do nosso olhar… Ou seja, em termos de consumo consciente uma série de atitudes simples são fatores fundamentais para o futuro do nosso planeta de nome Terra, mas de alma Água.

Veja a seguir uma lista desenvolvida pelo Instituto Akatu com 12 boas práticas do consumo consciente:

1. Planeje suas compras
Não seja impulsivo nas compras. A impulsividade é inimiga do consumo consciente. Planeje antecipadamente e, com isso, compre menos e melhor.
2. Avalie os impactos de seu consumo
Leve em consideração o meio ambiente e a sociedade em suas escolhas de consumo.
3. Consuma apenas o necessário
Reflita sobre suas reais necessidades e procure viver com menos.
4. Reutilize produtos e embalagens
Não compre outra vez o que você pode consertar, transformar e reutilizar.
5. Separe seu lixo
Recicle e contribua para a economia de recursos naturais, a redução da degradação ambiental e a geração de empregos.
6. Use crédito conscientemente
Pense bem se o que você vai comprar a crédito não pode esperar e esteja certo de que poderá pagar as prestações.
7. Conheça e valorize as práticas de responsabilidade social das empresas
Em suas escolhas de consumo, não olhe apenas preço e qualidade do produto. Valorize as empresas em função de sua responsabilidade para com os funcionários, a sociedade e o meio
ambiente.
8. Não compre produtos piratas ou contrabandeados
Compre sempre do comércio legalizado e, dessa forma, contribua para gerar empregos estáveis e para combater o crime organizado e a violência.
9. Contribua para a melhoria de produtos e serviços
Adote uma postura ativa. Envie às empresas sugestões e críticas construtivas sobre seus produtos e serviços.
10. Divulgue o consumo consciente
Seja um militante da causa: sensibilize outros consumidores e dissemine informações, valores e práticas do consumo consciente. Monte grupos para mobilizar seus familiares, amigos e pessoas mais próximas.
11.  Cobre dos políticos
Exija de partidos, candidatos e governantes propostas e ações que viabilizem e aprofundem a
prática de consumo consciente.
12.  Reflita sobre seus valores
Avalie constantemente os princípios que guiam suas escolhas e seus hábitos de consumo.

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