Crise Hídrica Mundial. Onde está escrito crise, também está escrito oportunidade

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Crise Hídrica Mundial. Onde está escrito crise, também está escrito oportunidade

Por: Renata Namo

Só se for lá na China* porque no Brasil, especificamente, no Estado de São Paulo, a Crise Hídrica ocorrida em 2014 foi, no máximo, sinônimo de apatia.

Todo paulistano lembra sem saudades daqueles dias secos, quando tomar banho virou artigo de luxo, lavar roupas e louças eram tarefas hercúleas e até botar mais água no feijão esteve ameaçado…

De fato, a questão da escassez e qualidade da água é um problema de alcance global. Mas, como dizia o sábio chinês**: “Quem quer mudar o mundo, deve primeiro cuidar do seu quintal” é aqui “em casa” que devemos olhar com atenção e observar até que ponto a crise hídrica vivida pelo Estado de São Paulo mudou o comportamento da população e o compromisso das autoridades.

Olhando pela perspectiva da Aliança Pela Água, pouca coisa aconteceu. Segundo essa associação – que reúne mais de 70 grandes empresas e entidades – três pilares e cinco atitudes são fundamentais para uma sociedade alcançar o patamar “a questão da água está resolvida”. Vejamos:

  1. Água não é mercadoria, mas um bem essencial à vida cujo acesso é um direito humano.
  2. Todos os níveis de governo têm responsabilidades sobre a água e devem estar a serviço da população.
  3. As soluções propostas para enfrentar a crise devem obrigatoriamente incluir recuperação e recomposição das fontes de água existentes.

Partindo dessas premissas a Aliança propõe uma nova CULTURA DE CUIDADOS COM A ÁGUA que contempla 5 atitudes:

Cuidar, Reduzir, Tratar e Reutilizar, Estimular a transição e Atuar com Transparência

A proposta, porém, só garante resultados se for abraçada por todos nós. Ou seja, cada um dos cidadãos. E, os órgãos governamentais, precisam dar os primeiros passos: Investir em campanhas efetivas de conscientização e em infraestruturas.

É bem capaz que a Aliança Pela Água tenha se inspirado no exemplo da cidade de Zaragoza na Espanha que, após 12 anos de empenho contínuo, tornou-se referência mundial em sustentabilidade, chegando a economizar 1 bilhão de litros de água por ano. Tanto que recebeu a alcunha de “A cidade que poupa água”.

Felizmente, aqui no Brasil, também temos histórias positivas para contar e bons exemplos para seguir. É o caso das cidades de Franca/ SP, Uberlândia/ MG, Maringá/ PR e Palmas no Tocantins. Elas são consideradas modelos em saneamento básico, segundo levantamento realizado pelo portal Globo.com em fevereiro de 2018.

Ou seja, pela lógica chinesa, os paulistanos têm tudo o que precisam para se engajar definitivamente na reforma cultural do consumo de água: sentiram o perigo de uma crise na pele e contam com modelos de sucesso para seguir, tanto fora quanto dentro de casa.

Mas é bom lembrar que os chineses não têm absolutamente nada a ver com isso.

Essa é uma tarefa a ser feita – com urgência – por cada um de nós, os brasileiros.

*De fato, o ideograma chinês para crise é o mesmo usado para expressar oportunidade.

** Brincadeira: esse não é um provérbio chinês e sim um dito popular.

 

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