ECOERA e A Moda Pela Água, de mãos dadas com a causa sustentável

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ECOERA e A Moda Pela Água, de mãos dadas com a causa sustentável

A idealizadora do ECOERA, Chiara Gadaleta, é uma das pioneiras na abordagem sustentável da moda no Brasil. Depois de 11 anos à frente do portal, Chiara abraça a causa da água na moda e lança, com a parceria de importantes players da indústria, o movimento A Moda Pela Água. Chiara entende que água, clima e sustentabilidade pertencem ao mesmo diálogo e, por isso, traz a visibilidade que o portal ECOERA já conquistou para somar esforços com a causa do AMPA. Leia abaixo entrevista com a consultora.

AMPA: Por que a ÁGUA é um tema importante nos dias de hoje?

CG: A moda é um repórter do seu tempo e, com a recente crise hídrica, fica claro que precisamos usar a moda para provocar questionamento e consciência. Nesse cenário, a moda do século XXI precisa falar sobre a ÁGUA!

AMPA: Você acredita que a MODA pode ser um agente de mudança?

CG: Sem dúvida. O Movimento ECOERA vem trabalhando há 11 anos, disseminando a sustentabilidade nos setores de moda, beleza e design,  levantando a bandeira da estética com ética.  A moda, especialmente, tem como vocação espalhar mensagens de forma rápida e eficiente, portanto, cada player pode e deve usar a sua voz e a sua força para promover processos e tratativas mais justas e transparentes com o planeta e com as pessoas.

AMPA: Dentro desse contexto, como você vê o papel de cada agente da cadeia de produção da moda?

CG: A cadeia da moda é bastante extensa e muitas vezes difícil de ser rastreada. Para que haja transparência, cada player precisa se responsabilizar pelos impactos gerados em sua etapa e discutir melhorias com os demais da cadeia. Dessa forma, podemos encontrar soluções, juntos!

AMPA: Como você vê o papel do consumidor final?

CG: Somos todos consumidores finais e temos o papel de fazer boas escolhas. Para nos guiar nesse consumo mais consciente, podemos fazer as seguintes perguntas: onde, como e por quem são feitas as roupas que usamos? Quando questionamos o COMO, nos aproximamos dos processos produtivos, do consumo de água e energia, por exemplo. Um consumidor informado faz melhores escolhas. Ninguém precisa de mais uma camiseta branca e as roupas que usamos dizem muito sobre nossa visão de mundo!

AMPA: Quais as suas expectativas com relação a iniciativa A MODA PELA ÁGUA?

CG: Vejo uma grande inovação em unir empresas do mesmo setor – até concorrentes! – em torno de propósito. Nesse caso, em prol do uso responsável da ÁGUA no mercado da moda. Espero que seja apenas o começo da transição do EU para o NÓS

AMPA: De maneira geral, como você vê a MODA no contexto das grandes mudanças tecnológicas, ambientais e sociais dos dias de hoje?

CG: A moda tem sido chamada para medir seus impactos e chegou a hora de calcular e estabelecer metas de redução. Até pouco tempo atrás falávamos em compensação, hoje, em regeneração. A moda pode e deve colaborar provocando consciência sobre os assuntos e temas relevantes da atualidade. A moda pode ser o UPCYCLING da sustentabilidade!

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