“Em tempos difíceis, a sorte favorece os grandes e os ousados.” McKinsey & Company

“Os Comitês de Bacias são uma verdadeira revolução conceitual na gestão das políticas públicas no Brasil.”
6 de janeiro de 2020
TIMING é TUDO!
8 de janeiro de 2020
Mostrar todos

“Em tempos difíceis, a sorte favorece os grandes e os ousados.” McKinsey & Company

Pelo quarto ano consecutivo a McKinsey & Company, em parceria com a The Business Of Fashion (BOF), lança o report de tendências mais respeitado e requisitado do mundo da moda: The State Of Fashion 2020. Em formato de PDF e aberto para quem se interessar, o documento é super profundo ao trazer olhares amplos e realistas para os próximos desafios da indústria fashion. 

A seguir, o AMPA fez um resumo dos “Top 10 Temas”, com a certeza que a identificação, com a maioria das questões aqui apresentadas, é imediata para quem vive moda 24h por dia e sustentabilidade nas outras 24h.

Top 10 temas cruciais para a indústria da moda – The State Of Fashion 2020

1. ALERTA GERAL!

Recomenda-se cautela contínua para o próximo ano, pois a crescente turbulência no cenário político- econômico pode atrapalhar as relações entre mercados desenvolvidos e emergentes. Os indicadores de risco de recessão estão estimulando empresas de todos os setores a criarem um manual de resiliência e planejarem com antecipação, como enfrentar alguns riscos de grande alcance, tais como: instabilidade geopolítica e agravação das tensões comerciais.

2. MUITO ALÉM DA CHINA

A China continuará a oferecer oportunidades interessantes e a desempenhar um papel de liderança na indústria da moda global, mas é um mercado mais difícil de entrar do que algumas marcas imaginavam. Por isso, as empresas devem considerar o risco de expandir-se para outras geografias de alto crescimento, tais como Indonésia, Russia, Arábia Saudita e os Emirados. “Existe um grande mercado de jovens consumidores “Além da China”. Na verdade, somados, ele têm mais do que o dobro do tamanho da própria China.”

3. NEXT SOCIAL GENERATION

À medida que os modelos tradicionais de engajamento se degladiam em plataformas de mídia social estabelecidas, os agentes da moda precisam repensar sua estratégia e encontrar maneiras de maximizar seu retorno sobre os gastos com marketing. Conteúdo que chama a atenção será essencial, desde que seja implantado na plataforma adequada para cada mercado, usando frases-chamariz persuasivas e, sempre que possível, um link direto para a finalização da compra.

4. NO BAIRRO

A demanda do consumidor por conveniência e imediatismo está levando os varejistas a complementarem as redes físicas tradicionais com lojas de formato menor que atendam aos clientes “na vizinhança” e reduzam o atrito na jornada do cliente. A fórmula vencedora contará com experiências que sincronizam lojas de bairro, compras on-line e lojas “tradicionais”, nas principais vias de compras, como shopping centers e ruas comerciais.

5. SUSTENTABILIDADE PRIMEIRO

A indústria global da moda consome muita energia, polui e desperdiça. Apesar de alguns progressos modestos, a moda ainda não levou a sério suas responsabilidades ambientais. No próximo ano, os agentes da moda precisam trocar banalidades e “barulho” promocional por ações significativas e conformidades regulatórias, a fim de atender à demanda do novo consumidor por mudanças que realmente transformam.

6. A REVOLUÇÃO DA MATÉRIA PRIMA

As marcas de moda estão explorando alternativas para os materiais padrão de hoje, com os principais players focados em substitutos mais sustentáveis. Dentre eles, ​​muitas vezes se incluem materiais antigos redescobertos ou redesenhados, além de materiais de alta tecnologia que proporcionam estética e funcionalidade. Esperamos que a pesquisa e o desenvolvimento se concentrem cada vez mais em ciências avançadas, para que as fibras, tecidos, acabamentos e outras inovações sejam usadas em escala.

7. CULTURA INCLUSIVA

Consumidores e funcionários estão pressionando cada vez mais as empresas de moda a se tornarem defensoras pró-ativas da diversidade e da inclusão. Mais empresas elevam esses temas para a alta prioridade, incorporando-os à organização de modo a efetivar contratações inclusivas em funções de liderança. Mas, essas iniciativas também serão objeto de um exame cada vez maior em termos de sinceridade e resultados.

8. DESAFIOS SEM FRONTEIRAS

Marcas e varejistas de moda enfrentarão uma concorrência crescente de novos players asiáticos, à medida que fabricantes abandonam seus papéis tradicionais e vendem diretamente a consumidores globais.

9. TRADESHOWS NÃO CONVENCIONAIS

As grandes feiras de negócios devem responder ao aumento das mudanças. A saber: atividade direta ao consumidor, ciclos de moda mais curtos e digitalização, adotando novos papéis e aperfeiçoando seu público-alvo. Em uma tentativa de se diferenciar – ou mesmo apenas de sobreviver -, mais desses eventos adicionam atrações B2C ou lançam novos serviços e experiências para melhorar o relacionamento com o público B2B tradicional.

10. RECALIBRAGEM DIGITAL

As cotações de alguns players digitais da moda, atingiram níveis vertiginosos e, mesmo que uma série de IPOs dessas empresas privadas estejam atingindo o status de “unicórnio”, o sentimento dos investidores é de pessimismo. A apreensão cresce no sentido da real lucratividade de algumas dessas marcas. Para esse tipo de empresa nos EUA – as tech-fashions – espera-se que apenas 24% das marcas registrem lucro líquido positivo em seu primeiro ano no mercado, tornando-as a classe de IPO menos rentável de qualquer ano desde o auge do boom da tecnologia em 1999. Um importante diferenciador de desempenho serão os dados e análises que podem ser a chave para um desempenho superior a longo prazo.

 

Comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

USE A SUA VOZ PARA PROVOCAR MUDANÇAS NA MODA!

Preencha o formulário e descubra como você pode ajudar a MODA a reduzir seu consumo de água!
Faça parte dessa causa!