5º Encontro da Guardiãs da Água na Moda. Juntos somos transformadores.

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5º Encontro da Guardiãs da Água na Moda. Juntos somos transformadores.

starling murmuration shaping a giant bird

Aconteceu no dia 08 de outubro, no showroom da Vicunha, em São Paulo, o 5º Encontro das empresas Guardiãs da Água na Moda. O evento, que marca a metade do caminho da jornada do nosso movimento, contou com uma palestra exclusiva de Ricardo Guimarães, presidente da Thymus, uma das consultorias de marketing mais importantes do Brasil.

O evento contou ainda com a presença sempre especial da jornalista Andréa Vialli e com Elisa Dettoni da ONU Meio Ambiente.  Além de representantes das marcas Guardiãs: DAMYLLER, GRUPO LUNELLI, ABIT, SOU DE ALGODÃO, LOJAS MARISA, FARM (através de VC) e a anfitriã do dia, a VICUNHA.

Como já é tradição, Chiara Gadaleta, mediou a reunião e abriu o dia fazendo um retrospecto da últimas atividades e conquistas do movimento. Dessa vez, Chiara aproveitou para esboçar o que será o segundo ciclo do movimento A Moda Pela Água:

“O numero levantado pelo projeto Pegada Hídrica da Vicunha, era apenas o começo dessa conversa. O ciclo 1 do AMPA deu continuidade, abrindo as agendas das marcas aqui presentes para conversar sobre o tema. O segundo passo é prototipar de forma setorial práticas comprovadas de redução de água. O número da pegada Hídrica só funciona no comparativo. Ele tem que ser reduzido e eu não vou sossegar enquanto não atingir esse objetivo.” Enfatizou a consultora.

O início da reunião destacou também o fato da Chiara entrar para o time de embaixadoras da ONU na inciativa #Action4climate e, agora mais especificamente, no movimento #Aceitaestacaneta que pretende fazer com que diversas indústrias, inclusive da moda, assinem o acordo de compromisso para reduzir a temperatura da terra em 1,5%.

A estrela do dia, porém, foi sem dúvida, a temática proferida pelo consultor Ricardo Guimarães. Dono de uma inteligência vibrante, simplicidade exemplar e profunda experiência com assuntos de marca e mercado, Ricardo encantou a todos os presentes com as suas análises brilhantes sobre passado, presente e futuro.

Abaixo selecionamos alguns dos pontos altos da fala do consultor.

Veja o exemplo do fenômeno de inverno dos pássaros na Inglaterra, o “murmuration”. Por que esses pássaros se comportam dessa maneira? Primeiro, porque ao bater assas juntos, eles se mantêm aquecidos. Segundo porque, juntos, eles tomam formas assustadora e conseguem se proteger dos predadores. Terceiro porque enquanto voam de lá para cá, eles estão trocando informações: onde está a comida, onde ela está acabando; onde eles gastam menos energias e onde gastam mais…

Como resolver problemas complexos a partir das soluções que a natureza criou há 4 bilhões de anos? É isso o que eu venho estudando e me perguntando. E nesse sentido, a Biomimética é uma das maiores inspirações para os dias de hoje.

Interdependência é um conceito importante para a sustentabilidade. As pessoas confundem depender com interdepender. Interdepender é uma noção fundamental daqui para frente.

Utilizando o desenho da pirâmide, Ricardo diz que existem três níveis de empresas:

  1. A básica, “infantil”, que não tem concorrentes, que não tem a figura do “outro”.
  2. A que enfrenta concorrência, “adolescente”, que exercita a dinâmica do mercado.
  3. E as que frequentam o topo da pirâmide, “adulta”, onde existe a cooperação e o concorrente também é o aliado e para onde estão se encaminhando as empresas que querem sobreviver a transformação digital.

Essas empresas investem em pesquisa de mercado e outros ativos intangíveis como o CONHECIMENTO.

Também são as empresas que não fazem greenwash e sim purposewash.

Estamos entrando numa fase da sociedade que valorizar a maturidade. Que utiliza menos recurso físico. E utiliza mais o conhecimento.

A tecnologia de hoje difundiu o poder para a ponta. Mudou a dinâmica social e mercadológica.

Hoje, as relações têm mais relevância que o produto em si.

A sustentabilidade entrou nas empresas pela porta da culpa e não da inovação.

Estamos vivendo um processo inexorável de inovação. Onde o pragmatismo científico vai substituir o pragmatismo romântico de antes. É a era da potência do conhecimento.

Tudo aquilo que é recurso natural não tem “meu” só tem “nosso”. O “meu” é político. Não tem maior inimigo para água que o nacionalismo.

No passado, vivíamos em um sistema fechado, onde tudo funcionava como um relógio.

Hoje, o futuro é diferente do passado, no sentido que vivemos num fluxo vivo de informações, um sistema aberto, totalmente diferente do relógio. Por isso, somos convidados a prender a aprender e capturar a informação na hora em que ela nasce.

Pequenas causas provocam grandes eventos. Em uma sociedade em rede, o pequeno tem poder.

O poder do pequeno está na conectividade. E o sucesso das empresas está na capacidade de adaptação.

As pessoas deixam de ser peças de uma engrenagem, como no relógio. Estamos vivendo a humanização da sociedade.

A ética está sendo usada mais como uma expressão bonita para jogar para a plateia. Na natureza não existe ética, existem princípios.

Estamos no tempo do coopetition. Parceiro e adversário ao mesmo tempo. É a maturidade da nossa civilização. Não à toa vivenciamos o fenômeno da longevidade.

Na transformação digital o poder é inverso: bottom to top. E da periferia para o centro. Por isso eu adotei as expressões que vêm da sabedoria da periferia “dos manos”: tamujunto e mistrurado. É nóis!

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