Anti-excesso e mercado de segunda mão são as próximas fashion trends

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Anti-excesso e mercado de segunda mão são as próximas fashion trends

Uma atitude mais consciente em relação ao consumo, crescente preocupação com as questões sustentáveis e sensação de fadiga com relação aos influenciadores que constantemente pressionam por novos produtos, estão contribuindo para um movimento anti-excesso que começa a surgir na moda e na beleza.

A Revista Dazed informou em outubro de 2019 que um grupo de Youtubers está se afastando de motivar a constante aquisição de lançamentos. Quem adotou uma postura radical, por exemplo, é a artista de maquiagem Samantha Randahl que pediu às empresas de beleza que pararem de enviar “press kit packs”.
 “Eu não gostaria de estar no lugar da minha audiência e receber ordens para comprar algo novo quando, na semana passada, me disseram para comprar algo muito semelhante. Isso não é realista e não é assim que as pessoas compram maquiagem”, disse a influencer com mais e 900 mil inscritos.

Esse movimento anti excesso de beleza também é ilustrado pela tendência crescente de ver os millennials japoneses comprando maquiagem de segunda mão. O Business of Fashion informou, em agosto de 2019, que a geração Y japonesa, principalmente de baixa renda, está comprando produtos de maquiagem usados.

Esse afastamento do consumo excessivo também faz com que os consumidores se tornem mais céticos em relação às recomendações dos influenciadores.

O The Drum, renomado portal de marketing e propaganda, relatou, em maio de 2019, que apenas 4% dos usuários globais da Internet acreditam no que os influenciadores dizem. E, de acordo com a empresa de análise InfuencerDB, as taxas de engajamento das postagens patrocinadas caíram para 2,4% no primeiro trimestre de 2019, ante 4% três anos antes. o Mobile Marketer ponderou que “o grande número de postagens patrocinadas pode estar diminuindo sua eficácia geral no engajamento”.

O anti-excesso também está se infiltrando na moda, pois os consumidores se deparam com a evidência dos resíduos criados pela indústria.

Um relatório de 2019 do Serviço de Pesquisa Parlamentar Europeu constatou que “a quantidade de roupas compradas na UE por pessoa aumentou 40% em apenas algumas décadas, impulsionada por uma queda nos preços e pela maior velocidade com que a moda é entregue aos consumidores.

Em meio à crescente conscientização do custo da moda para o meio ambiente, os consumidores estão ficando mais críticos e as marcas estão respondendo.

A Edited, uma empresa que usa a IA para mapear o mercado de varejo, relatou no ano passado que o mercado de roupas de segunda mão deve se tornar maior que o mercado de luxo em 2022.

Até lojas de departamentos sofisticadas, estão adotando a moda consciente.

A Selfridges em Londres abriu uma pop-up por três meses, a Depop – mercado de segunda mão – e, na semana passada, a mesma Selfridges abriu um espaço permanente para a Vestiaire Collective, a plataforma de revenda de roupas de luxo.

Roupas  e até maquiagens de segunda mão são algumas das respostas que as gerações Z e milênios estão dando para suas preocupações ambientais.

E estamos só no começo dessa verdadeira green revolution que não tem hora para acabar.

FONTE: JWT INTELLIGENCE EM 15/11/2019

 

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