Compliance, selos e certificações. Quem vai encarar?

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Compliance, selos e certificações. Quem vai encarar?

Uma coisa é falar. Outra coisa é fazer e fazer conforme normas e padrões.

Para ostentar o discurso da sustentabilidade as empresas, hoje em dia, têm que comprovar seu comprometimento com o futuro do planeta. Ainda bem que não faltam selos e certificações confiáveis, que enquadram as marcas e os negócios do mundo todo, dentro de práticas ambientais que geram resultados reais.

O mais abrangente deles é o Compliance Ambiental.

 O que é isso afinal?

COMPLIANCE é um termo originário do verbo “to compli” que significa agir de acordo com uma regra.

É quando o discurso verde encontra com a lei. No Brasil, o termo aparece na Lei 12.846/13 e foi denominado como “programa de integridade”.

Segundo a LEC – comunidade mundial especializada em compliance – “Um programa ambiental efetivo, embora dialogue intimamente com o jurídico, deve ir além da mera obediência a normas e padrões. Precisa contribuir com a redução significativa de riscos de desastres ambientais e para o aprimoramento dos processos voltados a racionalização do uso de recursos naturais.”

O exemplo recente do rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho – MG,

permite enxergar dolorosa e claramente que compliance ambiental tem que ser mais do que uma expressão bonita

para executivos engravatados ficarem discutindo nos corredores das corporações. Deve fazer parte integrante

e urgente das estratégias prioritárias dessas companhias.

E o que vem depois do compliance?

Para as corporações mais robustas o ISO 14001 é um começo importante na direção de um comprometimento concreto com o futuro.

Quando falamos da ISO 14001, é importante ressaltar que na sua nova versão essa certificação não aborda apenas a gestão, mas também o desempenho ambiental.

 Essa mudança estratégica é fundamental, pois inclui o comprometimento enfático por parte das corporações com aspectos como: reduções de emissões, efluentes e resíduos e, ainda: preocupação com o gerenciamento dos aspectos ambientais durante todo o ciclo de vida do produto ou serviço da empresa.

Isso quer dizer responsabilidade com o descarte, a reciclagem e outras práticas da manufatura reversa e do pós-consumo.

É bom lembrar que os resultados adquiridos com certificações como a ISO 14001 não se voltam apenas para o meio ambiente. Cada vez mais, as empresas entendem que a abordagem sistêmica implementada pela certificação possibilita que a organização atinja sucesso sustentável a longo prazo e estabeleça melhores práticas para diversos processos, tais como:

Redução de riscos de acidentes, de sanções legais etc.;

  • Aumento da qualidade dos produtos, serviços e processos;
  • Economia ou redução do consumo de matérias-primas, água e energia;
  • 8Captação de novos clientes;
  • Melhora da imagem;
  • Melhora dos processos;
  • Aumento das possibilidades de permanência da empresa no mercado;
  • Aumento das possibilidades de financiamentos, devido ao bom histórico ambiental.

Outro ponto importante é que tamanho não é documento quando o assunto é a responsabilidade ambiental.

E os selos de sustentabilidade estão aí para atender empresas de todos os portes. Da produção caseira, às linhas de montagens industriais.

A principal vantagem dos selos está no impacto da comunicação com uma única e simples imagem. É comum, por exemplo, na comunidade judaica uma alimentação que respeite as leis, apresentar o selo kosher. Ou seja, um selo pode ser um indicativo rápido para o entendimento de um determinado público.

Ou seja, de uma forma ou de outra, a adoção do Compliance Ambiental, nas suas diferentes versões, é um requisito básico de acesso aos novos consumidores e aos mercados financeiros cada dia mais exigentes e conscientes dos seus papéis.

Veja abaixo uma seleção de selos e certificações que atingiram alto patamar de implementação e respeitabilidade.

O STANDARD 100 by OEKO-TEX® é um sistema internacional independente de certificação para matérias primas, produtos têxteis intermédios e finais em todas as fases do processo. Exemplos de artigos passíveis dessa certificação: fios crus e tingidos/acabados, tecidos e malhas, acessórios como botões, fechos, linhas ou etiquetas e artigos confeccionados.

Global Recycle Standard (GRS) O GRS tem como objetivo atender às necessidades de empresas que buscam verificar o conteúdo reciclado de seus produtos (acabados e intermediários) e verificar as práticas sociais, ambientais e químicas responsáveis ​​em sua produção. 

The Sustainable Apparel Coalition A colisão desenvolve o Higg Index, um conjunto padronizado de ferramentas de medição da cadeia de valor para todos os participantes do setor têxtil.

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