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ALINHAVANDO TECNOLOGIA E SUSTENTABILIDADE NA MODA COTEMPORANEA

A indústria da moda contribui mais para a crise do clima do que todos os voos internacionais e transporte marítimo combinados, além de, a cada ano, ser responsável por liberar meio milhão de toneladas de microfibras sintéticas no oceano, segundo a ONU. Essas são as más notícias… A boa, é que os gigantes da moda estão preocupados e propondo reação. Até 2025, a Zara compromete-se a usar apenas algodão orgânico, sustentável ou reciclado, linho e poliéster para confeccionar suas roupas. A H&M (HMRZF) promete fazer o mesmo em 2030. A Nike (NKE) promete que as suas plantas industriais operarão com 100% de energia renovável até 2025, para citar alguns exemplos. Essas melhorias no trato com o meio ambiente, estão sendo impulsionadas por novas tecnologias que transformam a maneira como as roupas são projetadas, produzidas e vendidas.

REDUÇÃO DE RESÍDUOS JÁ!

“A moda é um fluxo de resíduos muito alto. Produz-se muito roupa que não vale nada”, diz Mart Drake-Knight, co-fundador da Teemill, uma startup britânica que fabrica e recicla camisetas usando energia renovável e tecnologia para minimizar o desperdício.Ele afirma que três em cada cinco camisetas compradas hoje serão descartadas em um ano. Muitas nem serão usadas ​​antes de irem para o aterro. O custo não é apenas ambiental: a indústria, perde cerca de US $ 500 bilhões a cada ano devido a falta de reciclagem e roupas que são jogadas fora antes de serem vendidas, de acordo com a ONU.

Samantha Dover, analista de varejo da Mintel, uma das maiores empresas de pesquisa de mercado do mundo, explica que os consumidores não apenas se tornam mais conscientes sobre onde suas roupas terminam, mas também as condições de trabalho da fábrica e de onde elas vêm. “Existe uma demanda subjacente para que os varejistas sejam mais transparentes e tornem as informações sobre os produtos o mais acessíveis possível”, disse Dover à CNN Business.Isso tem levado algumas marcas a usarem tecnologia blockchain para rastrear suas cadeias de suprimentos.  Outro exemplo de tecnologia, moda e zero resíduo, vem da marca Teemill da camiseta usada pela mega model Kate Moss. Os pedidos da grife são fabricados somente sob demanda, com a ajuda dispositivos robóticos e inteligência artificial. “Criamos o conceito de estoque não vendido”, diz Drake-Knight.

A transparência da cadeia de suprimentos baseada em blockchain capacita os parceiros envolvidos, dando voz e responsabilizando a todos. Diz a designer de Londres Martine Jarlgaard.

Em parceria com a empresa de tecnologia Provendor, Jarlgaard incorporou a tecnologia blockchain em suas roupas, para que os consumidores possam acompanhar a jornada da peça, desde a produção da matéria-prima até a loja, simplesmente digitalizando o QR CODE do item em um aplicativo.

BIG DATA DO GOOGLE DE OLHO NA PEGADA ECOLÓGICA

Em um mercado global como a moda, com vários fornecedores e comerciantes em todo o mundo, pode ser difícil para uma marca entender completamente sua própria cadeia de suprimentos e medir seu impacto ambiental. Por isso, em maio, o Google Cloud fez uma parceria com a designer Stella McCartney para criar uma ferramenta que usa análise de dados e aprendizado de máquina para ajudar as marcas a estimar o impacto ambiental de seu processo de produção. Olhando principalmente para o algodão e a viscose, a ferramenta – que deve ser lançada no próximo ano – analisará dados de várias fontes e medirá pontos-chave como qualidade do solo, escoamento de água, desperdício e emissões de gases de efeito estufa. “Os dados que estão lá fora são realmente fragmentados”, disse à CNN Business Ian Pattinson, chefe de engenharia, varejo e fabricação de clientes do Google Cloud UK e Irlanda. “Mas sentimos que podemos reuni-lo e apresentá-lo a marcas de moda e varejistas e dar a eles uma imagem de sua pegada de sustentabilidade”. Atualmente, os varejistas estão trabalhando com dados antigos, diz ele, enquanto isso traria informações em tempo real.

Mas Sumner, um estudioso do assunto da Universidade de Leeds, alerta que existe o perigo de se exceder no número de dados e acabar causando efeito contrário. A pesquisa de Sumner descobriu que sobrecarregar o consumidor com informações sobre pegada de carbono, condições de trabalho ou impactos toxicológicos nem sempre muda seus hábitos.

“Acabamos sobrecarregando tanto o consumidor que eles simplesmente desligam e dizem: ‘Sabe, eu vou comprar simplesmente uma roupa que me faz sentir bonita’ “diz ele.

FONTE: CNN BUSINESS

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