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Terceiro encontro das empresas Guardiãs da Água na Moda. Uma ata aberta.

Quando: 12/08/1029

Onde: ABIT

Quem: Representantes das assessorias de imprensa, agências de PR e conteúdo e dos departamentos de marketing e comunicação das oito empresas Guardiãs pela Água na Moda: GRUPO LUNELLI, SOU DE ALGODÃO, ABIT, ECOERA, FARM, DAMYLLER, VICUNHA, MARISA; além do time AMPA

A reunião foi comandada por Chiara Gadaleta e teve como convidada especial Andrea Vialli, jornalista econômica, especialista em sustentabilidade e pioneira na cobertura investigativa de pautas ambientais.

A jornalista trouxe para o grupo informações preciosas.

Andrea apresentou, por exemplo, uma timeline da sustentabilidade corporativa no Brasil ao relembrar que por volta dos anos 80 começou-se a falar em Empresa Cidadã para, em seguida, adentrar no terreno da Filantropia Social e, finalmente, desembocar no mundo da sustentabilidade e compliance dos dias de hoje.

Outro aspecto abordado pela jornalista é o surgimento das startups 2.5.

“Esses novos negócios são um híbrido entre empresa e ONG e vêm corresponder às expectativas do novo consumidor”. Andrea chama a atenção para as fronteiras delicadas desses conceitos.

O novo consumidor pertence a Geração Z – nascida entre meados dos anos 1990 até o início do ano 2010 – e se preocupa com propósitos, como: impactos negativos no meio ambiente, trabalhistas, descarbonização, etc.

A jornalista falou também a respeito da dificuldade que existe para se comunicar com o consumidor final, sobre o tema sustentável.

Andrea entende que os desafios são vários, mas elenca dois principais:

Greenwashing

Segundo Andrea, “Comunicar algo que não tenha consistência é o pecado número 1. Tudo está em constante mudança, em construção. As empresas, de modo geral, cumprem alguns compliances e outros, não.

O mundo perfeito da sustentabilidade não existe. Então é importante olhar para a CONSISTÊNCIA – Eu tenho elementos fortes onde me apoiar e comunicar?”

Disputar espaço com o HARD NEWS e com o FAKE NEWS

“A sustentabilidade precisa de espaço no dia a dia das grandes reportagens, na rotina dos noticiários e não apenas em suplementos ou espaços específicos. O fato do assunto ter saído da “caixinha da sustentabilidade “e permear notícias econômicas, moda e outros é bom por um lado, mas por outro divide espaço com as matérias chamadas principais – ou hard news.” Andrea cita ainda o advento das fake news que também vêm roubando audiência da verdadeira sustentabilidade.

“O lado bom é que existe demanda por essas informações.” Ou seja, o consumidor tem buscado a verdade por trás dos produtos, a certeza da sustentabilidade. Nesse sentido, as certificações são um bom caminho para trazer credibilidade para dentro dessa conversa.

Com 16 anos, eu não tinha a dimensão que o meu poder de compra poderia exercer também poder politico e social. Encerra Andrea.

Abaixo, um apanhado de outros pontos levantados e debatidos após a fala da jornalista.

  • Hoje em dia, as próprias ONGs perceberam que precisam de parceria com empresas e governo.
  • O momento é positivo, uma vez que todo mundo está pronto para falar ou escutar.
  • O Brasil tem leis ambientais boas, fortes.
  • Se a empresa pratica a lei e os compliance, ela já faz alguma coisa.
  • O vilão do momento é a sacola de supermercado. Há pouco tempo atrás, o canudo foi o culpado da vez. A opinião pública e a mídia de modo geral têm a tendência a demonizar “coisinhas” em vez de olhar para as grandes questões.
  • Transparência ainda é um valor profundo. Dar uma resposta é melhor do que não dar.
  • A penetração do assunto moda sustentável nos meios de comunicação é difícil. Tende a cair no lado negativo.
  • Assuntos sensíveis para o consumidor hoje em dia: Pegada hídrica, carbono, condições trabalhistas, pós-consumo e lei de resíduo sólido.
  • Comunicar de forma setorial é uma boa alternativa para passar credibilidade, daí a importância de participar de “mesas” como os Encontros da Moda Pela Água.

Na sustentabilidade não tem concorrência.

  • Redações muito jovens precisam de munição. É uma via de mão dupla, levar e buscar informação.
  • Chiara reforça a oportunidade de gerar mais do que um release para, de fato, conseguir tirar desse grupo uma jornada produtiva, com redução de consumo de água comprovado e publicado em relatório/cartilha que poderão ser lançados no final do processo.
  • Chiara destaca que os Instagram juntos, de todas as Guardiãs, devem ter audiência maior que a dos grandes veículos. Daí a força do nosso grupo para se comunicar em termos de WE no lugar de ME.

TO DO LIST:

  • Realizar uma visita a uma das fábricas das Guardiãs para ver de perto práticas, tecnologias e iniciativas sustentáveis.
  • Marcar encontros periódicos com os agentes de comunicação das brands. Os mesmos reunidos na reunião em questão.
  • Estudar uma estratégia digital que seja capaz de reunir as redes sociais de cada Guardiã, a fim de otimizar views e seguidores.
  • Utilizar os veículos do trade, revistas parceiras, etc. para divulgar pautas e notícias.

Lista de presença do terceiro encontro das Guardiãs da Água na Moda:

ECOERA: Carolina Albiero, Chiara Gadaleta e Renata Namo/ VICUNHA: Maria Estela Rodrigues/ GRUPO LUNELLI: Maíra Chagas e Mariana Emmrich/ DAMYLLER: Jordana Damiani/ ABIT: Luiza de Figueiredo Pinto Lorenzetti, Roberto Lima e Sirlene Farias/ FARM: Pedro Horta/ MARISA: Carla Bello e Camila Almeida/ ATTO MARKETING: Eugênia Maia e Carolina Bertoni/ PRESS PASS: Camille Nunes e Mariana Monteiro/ ENTRELINHAS: Débora Volpi/ INDEX: Gabriel Aldquere/ MULTIFATO: Aline Moniz/ VIVEIROS: André Mascarenhas/ CANAL A: Rafaela de Moraes/ IMAGEM CORPORATIVA: Lucila Theodoro/ MARKESTRAT: Manami Kawaguchi Torres/ AGROPRESS: Catarina Guedes/ MAKE ID: Sergio Silva/ CONVIDADA ESPECIAL: Andrea Vialli

 

 

 

 

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