Vamos lavar a roupa suja? Só se for de maneira sustentável!

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Vamos lavar a roupa suja? Só se for de maneira sustentável!

A lavagem é um elo fundamental na cadeia de moda e produção têxtil em geral.

Não apenas na indústria, mas também no dia a dia do consumidor final (ou seja, todos nós!) e de muitos negócios – grandes, médios ou pequenos – como hotéis, academias, uniformes e outros.

A quantidade de água, eletricidade e plásticos que é utilizada diariamente nas lavanderias que atendem essas demandas, pode ser assustadora. Ou tornar-se em uma grande oportunidade de praticar a sustentabilidade.

Leia a seguir os trechos que a extraímos da matéria do portal PENSAMENTO VERDE sobre o assunto e veja como o “modelo verde” para o setor de lavanderias já está bem avançado. E você? usa sua consciência ambiental na hora de terceirizar as lavagens da roupas da casa ou da empresa?

“Com as mudanças mundiais, as empresas foram obrigadas a se adaptar. Nessa corrida por negócios sustentáveis surgiu, então, mais um segmento: a lavanderia ecológica.

O modelo “verde” visa reduzir os impactos gerados pelas ações do negócio, sobretudo no que diz respeito à água. Nesse sentido, algumas lavanderias já adotam medidas para economizar o recurso natural e, também, para diminuir o consumo de energia elétrica, sacolas, embalagens plásticas e produtos de higiene.

O uso racional dos insumos leva a corte de gastos, colocando a empresa na frente dos concorrentes devido ao preço menor e melhor. Algumas lavanderias conhecidas como ecológicas utilizam exaustores eólicos, que usam a força dos ventos para secar as roupas, e triciclos para realizar entrega – consomem menos de um terço do combustível de um carro.

As sacolas plásticas comuns deram espaço às retornáveis, feitas de garrafas PET, os plásticos foram substituídos pelo oxibiodegradável e os sabões e detergentes foram substituídos por produtos biodegradáveis. Já os cabides se tornaram cabides ecológicos e são confeccionados com papelão certificado. 

Para acompanhar essa corrida verde e as mudanças do mundo, a Associação Nacional das Empresas de Lavanderia (Anel) lançou, em 2012, o Selo de Qualidade e Sustentabilidade para o setor. A certificação é adaptada às necessidades do mercado e avalia questões de qualidade, meio ambiente, saúde e segurança.

Uma lavanderia nos Estados Unidos se autodenomina orgânica. Isso porque, a empresa usa o dióxido de carbono para lavar roupas, em um sistema que deixa as peças limpas e sem cheiro, e ainda ajuda o meio ambiente. Toda a sujeira das roupas é retida em um filtro, e tratada antes de ser descartada.

O gás encontrado nas garrafas de água ou refrigerante lava as roupas em uma máquina e o processo, que dura apenas 30 minutos, parece ser simples. O equipamento é alimentado com um cilindro de dióxido de carbono; quando o gás é submetido à alta pressão, torna-se líquido, penetra no tecido e realiza a limpeza por completo. A pressão interna diminui, o CO2 volta ao estado gasoso e seca a roupa. A ideia foi de David Kistner que, junto com o sócio, investiu US$ 150 mil na máquina de lavar a gás. 

Resta saber se essa inovação é escalável e pode, um dia, chegar às lavanderias aqui no Brasil. Porém, enquanto isso, faça a sua parte, repense a maneira como você lava as suas roupas. Tanto em casa quanto nas lavanderias de bairro.

Afinal, hoje em dia, cada um de nós tem o poder de “voto” no bolso, ao selecionar empresas que se comprometem com a qualidade do serviço, é claro, mas também com a qualidade de vida na Terra.

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